Sanatório Émilie

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Sanatório Émilie

Mensagem por The Firebolt em Dom Nov 30, 2014 6:34 pm






Sanatório Émilie


De qualquer ponto da cidade, era possível notar uma imponente construção muito bem estruturada fronte ao Lago que cortava a cidade, sobre o qual havia uma ponte de metal retorcido, uma passagem simplória para que desejasse atravessar entre as margens de suas águas turvas. Essa edificação era um dos estabelecimentos menos apreciados pelos moradores e visitantes, o Sanatório Émilie, que fora implantado misteriosamente pelo governo. Sua estrutura fora moldada no mais puro requinte francês, tendo sido corroída pela obra da natureza e o abandono dos humanos. Já considerado o melhor Sanatório da comunidade bruxa — era o único, acomodava como seus pacientes bruxos que perderam toda a memória, vítimas da Maldição Cruciatus que foram levados a insanidade, bruxos desatinados e abortos inconformados. A edificação medrava-se por um quarteirão inteiro, comumente denominado quarteirão dos loucos. Havia um amplo estacionamento aos fundos; ao centro, um recheio de prédios ocos aglomerados, que dividiam-se por andar verticalmente, formando um degradê de loucura. O primeiro andar, para abortos que, por sê-lo, viviam em depressões e surtos de inconformismo; os mais altos, por sua vez, destinavam-se acasos irreversíveis de insanidade. Em uma das laterais do grande terreno havia uma área de lazer, para que os pacientes tivessem algum tipo de entretenimento, tais como piscina e campo — nunca mais visitados, visto que o único lazer a viver ali seria ter um bicho-papão transformando-se em seu maior pesadelo; essas criaturas circulavam por todas as áreas de penumbra das estruturas dos prédios, assumindo o papel de sentinelas. E na outra lateral, um antigo mini-parque em que os pequeninos púberes postavam-se à queimar suas energias — isto antes de acontecer a devastação — ou para quem estivesse apenas precisando relaxar próximo a fonte que também jazia naquela aba do quarteirão. E por fim, mas não menos importante, vê-se a entrada, a fachada que dá acesso ao Sanatório Émilie. Suspeita-se da sua origem deste, dizendo ter sido construído para realização de experimentos em humanos, o que nunca foi comprovado. Por isso, não se pode negar que continua em funcionamento até hoje, pois os gritos dos pacientes são os sons característicos das noites d'A Colina, bem como as enfermeiras-fantasmas e os hercklings. O local nunca era pacato ou silencioso, principalmente quando os pacientes resolviam sair para caçar os ratos que alojavam-se no estacionamento e outros animais que adentravam os terrenos. Ponderação era essencial para quem quisesse desbravar os mistérios do hospital... E que mistérios!

Thank's for @Lovatic, Cupcake Graphics

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The Firebolt

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